Na Borda do Mundo
Curadoria Ane Valls
Instituto dos Arquitetos do Brasil, IAB-RS
R. Gen. Canabarro, 363 -Centro Histórico, Porto Alegre
de 14 de fevereiro à 15 de março de 2025
Contornando o fio do corpo-terra e o que provém dessa “mistura” é possível ver o eclodir de expressões que se colocam em relação à fronteira. O convite é para que possamos nos localizar nesta zona que favorece a interpretação de novos horizontes.
Artistas
Andrea Barbour (SP)
Laura Papa (DF)
Leila Bohn (RS)
Luana de Lucca (SP)
Gabriela Stragliotto (RS)
Maria Flexa (RJ)
Sueli Espicalquis (SP)

Obras
Carne Viva
Colagem Fotografia Digital - 40x106cm - tiragem de 10 exemplares
O trabalho “Carne Viva” apresenta uma coleção de imagens de troncos que carregam cicatrizes, fendas, buracos e deformações causados pela poda em árvores da cidade de São Paulo.
A composição visual evoca uma conexão direta com a materialidade do corpo humano, sugerindo peles marcadas, feridas abertas e anatomias orgânicas que remetem à vulnerabilidade e resistência da vida. As formas evocam sensações ambíguas, transitando entre a erosão e a regeneração, entre o desgaste e a resistência e nos convida a enxergar a árvore como um ser vivo que sofre, cicatriza e ressignifica suas marcas, tal como um corpo humano atravessado pelo tempo e pela experiência..
Mutação e Memória
Instalação - dimensões variáveis
A obra ressignifica antigos suportes de travessas de vidro, transformando-os em molduras que abrigam narrativas visuais em camadas. Cada peça carrega uma fotografia dupla-face: de um lado, autorretratos da artista fundem seu corpo a elementos naturais, criando composições simbióticas; do outro, a mesma imagem é sobreposta por um elemento orgânico acoplado diretamente à fotografia, instaurando novas texturas e sentidos.
Corpo Poroso
Performance
Investiga a permeabilidade entre corpo, ambiente e outros seres vivos. Aqui, a pele deixa de ser fronteira e se torna passagem, um território de trocas onde fluxos de energia, matéria e memória se encontram. Em escuta profunda com a paisagem e seus habitantes — humanos e não humanos —, me entrego pra uma dança que dissolve limites e afirma a interdependência entre as formas de vida. Entre absorver e ser absorvida, entre toque e ausência, o corpo se desdobra em gesto, respiração e presença compartilhada, tornando-se um espaço de atravessamentos, encontros e transformações.

