Quanto Tempo Temos
na DW semana de design SP
Edificio Virginia, Rua Martins Fontes, 197
Centro Histórico, São Paulo
de 11 à 15 de março de 2022
3 andares do Edificio Virgínia foram ocupados com instalações de arte e design, obras, ateliês, mercado criativo, a partir de provocações a respeito da urgência de encontrar soluções para enfrentar a crise ambiental que se intensifica a cada dia por hábitos da sociedade em relação ao consumismo desenfreado e a geração de resíduos.
Curadoria de Claudio Magalhães e organizado por Somauma - incorporadora de retrofit regerativo.

Obras
Carne Viva
Instalação - dimensões variáveis
O trabalho “Carne Viva” apresenta uma coleção de imagens de troncos que carregam cicatrizes, fendas, buracos e deformações causados pela poda em árvores da cidade de São Paulo. Essas marcas são deslocadas do espaço urbano e ampliadas em colagens de lambes que se espalham pelo espaço expositivo como um corpo expandido.
A instalação não se limita às paredes: os fragmentos invadem superfícies diversas e dialogam com objetos já existentes, compondo uma paisagem híbrida entre arte e cotidiano. Ao se sobrepor a colunas, esquinas, mobiliários ou restos de materiais, a colagem cria novas camadas de leitura, onde a brutalidade da poda se encontra com a precariedade do espaço urbano. Essa justaposição de imagens e objetos produz um território instável, em que a matéria da árvore, mesmo ausente, insiste em se fazer presente, como carne exposta, denunciando a violência do corte e a potência de resistência inscrita nos corpos vegetais da cidade.
Carne Viva
Performance para "Quanto tempo Temos"
Investiga a permeabilidade entre corpo, ambiente e outros seres vivos. Aqui, a pele deixa de ser fronteira e se torna passagem, um território de trocas onde fluxos de energia, matéria e memória se encontram. Em escuta profunda com a paisagem e seus habitantes, humanos e não humanos, me entrego pra uma dança que dissolve limites e afirma a interdependência entre as formas de vida. Entre absorver e ser absorvida, entre toque e ausência, o corpo se desdobra em gesto, respiração e presença compartilhada, tornando-se um espaço de atravessamentos, encontros e transformações.